segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Registrando o momento...

E aí vai o registro do momento do encontro com a querida Ju... Esta foto foi tirada na hora da despedida...

sábado, 12 de novembro de 2011

Conhecendo o Vuco-Vuco

          Daí que hoje, 12/11 foi um dia bem especial. A querida Ju do Cantinho da Jubs fez as vezes de guia turística do Bairro de São José no centro do Recife para me ajudar a conhecer um pouco melhor este bairro tão tradicional aqui da cidade e me orientar sobre as lojas de aviamentos, tecidos, armarinhos, papelarias e crafts mil. Descobri que o comércio do Recife não se resume aos preços exorbitantes cobrados aqui em Boa Viagem.

    Eu já havia estado lá no Mercado de São José no início do ano, mas foi muito rápido e não pude saracutear pelos arredores dele. Somente comprei o que precisava e fui-me... desta vez andamos mais que notícia ruim.

Antes de falar do passeio um pouquinho de história segundo a Fundação Joaquim Nabuco :

          O bairro de São José, um dos mais antigos e tradicionais bairros do Recife, possui uma área de 178 hectares e uma população de 8.653 habitantes (Censo de 2000, do IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

          No início era habitado por pescadores e na área existiam as famosas “Cacimbas de Ambrósio Machado”, próximo das quais os holandeses construíram, em 1630, o forte Frederico Henrique, hoje denominado Forte das Cinco Pontas.

Situado na parte central e mais urbana da cidade tem como referências o Mercado de São José; o estuário do Pina; a antiga Casa de Detenção, hoje transformada em Casa da Cultura; a Estação Central, onde hoje se encontra oMuseu do Trem; a praça Sergio Loreto e, sua espinha dorsal, as ruas da Concórdia e Imperial.

            Foi no bairro de São José que, em 1825, Antonio José de Miranda Falcão, montou uma tipografia e fundou o Diario de Pernambuco, o jornal mais antigo em circulação da América Latina.

O carnaval do Recife tem muitas de suas tradições ligadas ao bairro. Além dos blocos Batutas de São José, Donzelos, Traquinas de São José, Prato Misterioso, Pão Duro, entre outros, foi sede de importantes clubes carnavalescos como o Clube das Pás Douradas, dos Vasculhadores e do Clube Vassourinhas, apelidado carinhosamente de “Camelo de São José”, além da escola de samba Estudantes de São José, que como o nome diz, foi criada pelos estudantes da vizinhança.

Os ensaios de rua dessas agremiações, antes do carnaval, levavam multidões às ruas do bairro, dançando o frevo e cantando as músicas da época na maior animação.

É do bairro também que sai, desde 1977, no sábado de Zé Pereira “o maior bloco carnavalesco do mundo”O Galo da Madrugada, anunciando a chegada de Momo.

Ao longo do bairro se encontram várias igrejas como a Basílica da Penha, construída pelos capuchinhos franceses em 1656; a de São José, edificada em 1864 e cujo padroeiro deu seu nome ao bairro; a de Nossa Senhora do Terço; a de São José de Ribamar, localizada próximo ao cais de Santa Rita e, antigamente também, a dos Martírios, demolida em nome do desenvolvimento urbano.

Quem quiser saber um pouquinho mais entra no site da fundação que tem um monte de informações legais sobre o Recife. Tive a informação de que o bairro tem as ruas tão estreitas e é tudo tão espremidinho, pois os árabes forem os pimeiros habitantes e comerciantes de lá.

Mas enfim... o passeio foi muito legal. Primeiro porquê conheci a Ju pessoalmente. Um amor de pessoa que cedeu o seu precioso tempo para me ajudar. Obrigada Ju, adorei passar estas horinhas contigo. Segundo porquê descobri as coisa que precisava. Não só as lojas, mas achei também o bendito do curso de corte e costura. Bem mais barato que o da Casa 208 como citei em alguns posts lá atrás. Este custa 100,00 dilmas para 4 aulas de 3 horas cada. Mas tem tbm o Intensivão que custa 250,00 dilmas, mas eu não pedi informações porquê só ví o bendito depois que estava no ônibus para ir embora. Importante lembrar que um dos motivos para que o curso seja mais barato, é que o material não está incluso e é obrigatório que se compre lá na loja mesmo para poder participar.

Se alguém estiver lendo o blog estiver procurando por um curso de corte e costura no Recife eis aqui uma opção. Não conheço o curso nem a professora, pois o descobri hoje, mas é provável que eu o faça sim. Ele é ministrado no andar superior da loja ArtFil que fica na Rua do Rangel, 99. O tel de lá é (81) 3324.7126. A loja é pequenininha, mas tem tudo de aviamentos e MUITOS tecidos lindos. (já ví que vou a falência...hehehe)

Outra coisa interessante deste passeio foi eu descobrir que estou completamente fora da realidade de preços. Gente, a última vez que comprei uma meada de linha para bordar de 8m eu paguei 0,75 dilmas. Está hoje 1,2 dilmas. O que é isso minha gente???? 60% a mais. Não passou tanto tempo assim... tá... talvez 2 anos, ou 3... sei lá... não lembro quando foi a última vez, mas porra... como assim a inflação está controlada Dilma????

Enfim... estou feliz pelo passeio, já aproveitei e comprei muitas frutinhas e ervas que eu precisava e voltei para casa feliz e contente. No fim do mês vou a São Paulo pra o casamento super de uma prima e vou aproveitar para enlouquecer mais um pouquinho na 25 de março e comparar os preços com o do Vuco Vuco daqui. Esta semana eu volto lá com mais calma e menos gente (sábado é uma loucura).

Ju, mais uma vez obrigada pela ajuda, vc foi incrível. Espero repetir este programinha mais vezes. No próximo post eu coloco a fotinho que tiramos por lá.

Beijos







sábado, 29 de outubro de 2011

Start Sewing

Nas minhas passeadas pela net da vida acabei caindo em um site nem me lembro mais como. O fato é que o site é o paraíso para as aprendizes de costureira mãos-de-vaca feito eu que não farão cursos de corte e costura. Dá para aprenderer com a cara, coragem e boa vontade

Tem tudo, desde o basicão, tecidos, pontos, linhas, costuras a mão, a máquina, enfim... uma infinidade de coisas legais.

O site é gringo, mas mesmo quem não sabe inglês tem alguns vídeos bem bacanas que dá para entender legal.

Já que estou nesta fase da escolha da máquina de costura, então estou traduzindo um artigo bem bacana sobre isto de lá para postar aqui para as meninas que têm o mesmo problema que eu, mas não sabem inglês.

Para quem se interessar e quiser conhecer o site é o Start Sewing. Passa lá para dar uma espiadinha.

Have fun.

Beijos

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Então...

Não disse que eu poderia sumir? Essa minha internet temperamental é um problema.

Daí que por enquanto nada de novidades arteiras por essas bandas.

Sobre a máquina, meu bolso está optando pela Janome 2008, mas tem vários outros probleminhas para resolver antes de comprá-la.

Encontrei vários sites gringos bem bacanas com moldes gratuítos. Assim que der eu volto para postar por aqui.

Esta noite sonhei que estava fazendo um tapete de barbante de crochê era laranjado. Ainda me lembro inclusive da quantidade de pontos e do desenho do danado na minha cabeça. Será que isso significa alguma coisa? Será que eu tenho que fazer o bendito tapete? hehehehe. Devaneios mil.

Beijos.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A Máquina de costura...

Então... daí que este é um assunto que dá muito pano pra manga como dizem lá na minha terrinha. Eu lí bastante a respeito disto e confesso que a escolha da primeira máquina de costura não é uma coisa fácil. Quando eu acho que já decidi eu fico em dúvida de novo...hehehe. Estou até parecendo libriana.

Como disse nos posts passados, na minha casa lá de Ribeirão tem uma Singer daquelas pretas antigas que foi herança de minha avózinha amada. Foi nela que fiz meus primeiros pontos de costura há longínquos 10 anos atrás. Ela tem uma mesinha linda que minha tia mandou colocar e não tem pedal elétrico, ainda é naquela correia. Assim que for para Ribeirão eu tiro uma foto e posto aqui para mostrar para vocês. O fato é que eu não tenho como trazê-la para Recife agora, logo, vou comprar uma máquina para cá.

Desde que me conheço por gente,ouço dizer que máquina de costura que presta é Singer, no entanto, na atualidade, me parece que no quesito máquina caseira a Singer perdeu muito espaço e credibilidade depois que passou a projetar suas máquinas com muitas peças de plástico. As atuais andam dando muito problema. As da linha Fashion, pelo que lí por aí são as piores.

A Brother, segundo os técnicos é a melhor, seguida pela Janome. Ambas marcas japonesas e a segunda é a maior fabricante de máquinas caseiras do mundo. Segundo lí nas comunidades de orkut e blogs da vida o problema destas é para achar peças em caso de necessidade de troca, mas por outro lado quase não dão manutenção nehuma além dos cuidados básicos.

Depois de me informar MUITO a respeito sobre funcionalidades, minhas necessidades e meu bolso cheguei à 3 possíveis alternativas (clique no nome para ir para o site da fabricante):

Brother XL 2600i


Essa é minha predileta. Caseador de 1 passo, 26 pontos, braço livre,  fácil sistema de enfiamento de linha na agulha e bobina de instalação rápida. Peso aproximado 5 quilos.
Preço médio nos sites da vida: 600,00 dilmas.

Singer Tradition 2273


Caseador de 1 passo, 22 pontos, braço livre, estrutura de metal, passador automático de linha na agulha e enchedor de bobina automático. Peso aproximado 6 quilos.
Preço médio nos sites da vida: 700,00 dilmas.

Janome 2008



Aparentemente a mais forte de todas no quesito costura de tecidos pesados, pois costura até 8 camadas de jeans (pelo menos é o que a propaganda diz). É a mais simples e mais barata de todas. Caseador de 4 passos, 8 pontos, braço livre. Peso aproximado 7 quilos.
Preço médio nos sites da vida: 450,00 dilmas

Ainda não ví preço em nenhuma loja física daqui de Recife, portanto soma-se a este custo o valor do frete.

Agora gostaria de saber a opinião das arteiras e artistas mais experientes o que acham destas 3 opções para uma iniciante? Vale a pena comprar uma mais simples como a Janome 2008 ou daqui há alguns meses eu já estarei me sentindo limitada e querendo outra um pouco melhor?

Outra coisa importante, qual das três faz menos barulho?

Me dêem esta luz, please.

Beijos.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Nada na minha vida é normal...

Nem a minha internet. Sim, ela é temperamental... ela funciona quando quer (apesar das dilmas gastas todos os meses para pagar pelo serviço), portanto, é beeeeem provável que em algum momento, sem maiores explicações eu simplesmente suma...

Minha cabecinha pensante, neste momento, fervilha de ideias de textos para colocar neste humilde blog de uma aspirante a costureira que ainda nem tem uma máquina de costura, mas enfim... vamos seguindo. Vou tentar aproveitar este momento de inspiração e deixar vários posts programados para o decorrer da semana.

Como já devem ter percebido, eu falo pra cacete, meus textos nunca são pequenos, então peço a gentileza que se a coisa estiver muito cansativa, me esculaxem, gritem, dêem sinal de fumaça, código morse, e-mail ou qualquer outra forma de comunicação para dizer que está tudo um saco e que eu tenho que ser mais objetiva ok.

Gente... eu amo internet e toda esta coisa de tecnologia. Por meio dos meus outros blogs conheci pessoas maravilhosas, amizades que sairam do plano virtual e vieram para o real. Me aborreci algumas vezes também, mas isto é algo a que estamos sujeitos quando decidimos entrar neste mundo doido que é a web.

Criei este blog semana passada e estou simplesmente encantada com a quantidade de blogs de costura que vou encontrando nas minhas visitas a outros blogs. É impressionante como o acesso a informação está facilitado. Já tinha contato com alguns anteriormente, mas agora são tantos no meu blogroll que quero ler tudo, conhecer as histórias, aprender coisas novas e passo horas para saber um pouco mais de cada cantinho que entro.

Para quem está li$a feito eu, sem muita grana, isto é uma maravilha. Não sei se vou fazer algum curso de coste e costura. Acho que vou comprar a máquina e usar a internet e a boa vontade como aliadas neste meu aprendizado inicial. Depois que já estiver mais familiarizada com a coisa toda acho que vou aproveitar bem mais qualquer curso que eu vier a fazer. Aprender os truques, dicas e macetes. Depois quero aprender um pouco das peculiaridades de cada tecido, detalhes das suas tramas, como lidar com ele, guardar, lavar, cortar, essa coisa toda.

O único curso que achei aqui em Recife foi o da Casa 208, mas ele custa 800,00 dilmas e isto está fora de cogitação no momento. Sei que tem no Senac também, mas acho que lá é uma coisa mais de formar profissionais e não é o que quero neste momento. O que acham? O curso de corte e costura é essencial? Alguém conhece algum outro curso aqui em Recife?

kisses.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Casar ou comprar uma bicicleta ???

Eu quero tanta coisa ao mesmo tempo que muitas vezes me perco nos meus próprios desejos.

Gosto de tudo o que se relaciona a arte e quero fazer tudo de uma vez. Sei que preciso de foco para fazer uma coisa de forma perfeita (não aceito coisas feitas de forma meia boca. Gosto de perfeição - coisas de geminiano), mas não consigo.

Como citei no post passado, sou louca pelos papéis, agendas e cadernos personalizados, bloquinhos de post-it com capa de tecido, blocos de anotações com aquelas encadernações lindas... enfim. Quero aprender, e vou. Ao mesmo tempo, eu preciso aprender a costurar. Quero e preciso. Explico.

Sou a típica mulher brasileira, cintura fina e bunda grande (sim, meu quadril tem 109cm - mulher melancia se cuide... a minha é natural...hehehehe), logo TODA calça jeans que compro é um problema. A de núumero 42 não passa no quadril. A 44 passa no quadril e fica larga na cintura, ou seja, tem que apertar e eu sempre gasto dinheiro 2 vezes. Tá, até aí tudo bem. The big question is: ONDE É QUE ESTÃO AS COSTUREIRAS BOAS???? Elas foram abduzidas, certeza. Gente, pelo amor de Deus, essas costureiras mequetrefes que agente encontra hoje em dia não fazem nada direito.

Cadê aquelas tias que todo bairro tinha há alguns anos atrás? Elas sim eram boas. Elas olhavam para gente e já sabia o que tinham que fazer. A minha antiga costureira que me abandonou para ir embora para o Mato Grosso não fazia aquela maldita pense na cintura, ela desmanchava todo o cavalo da calça e refazia. Parecia que tinha saído da loja. Vai achar alguém que faça isso sem estragar a calça e deixar você arrancando os cabelos do sovaco com a unha de tanto nervoso. Se achar ganha um doce.

Enfim... desabafos a parte, eu decidi que nas minhas roupas quem vai fazer qualquer ajuste sou eu. PONTO. Para isto eu preciso aprender costurar. Tomei esta decisão em maio retrasado enquanto ainda morava na Bela Vista em SP. De lá pra cá minha vida mudou, me mudei para Recife e cá estou eu agora retomando meus planos.

Daí, pesquisando sobre a melhor máquina, técnicas etc, ví quantas coisas lindas que podemos fazer em posse de uma máquina de costura, agora já quero aprender técnicas de modelagem para fazer minhas próprias roupas, mas quero também fazer bolsas, necessaires, carteiras, capas de almofadas... enfim tudo o que for possível, e quem sabe, ganhar um dinheirinho com a minha arte, aproveitar minhas habilidades.

Estou com a caixola borbulhando de idéias, preciso colocar tudo no papel, pois se eu for fazer tudo o que quero, eu não trabalho ( E olha que trabalho pra caramba...heheheheh), mas o primeiro passo é buscar a máquina de costura ideal. Assunto dos próximos posts.

Beijos

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Mãos...

Então... eu não sou nova nesta coisa de blog... blogo deste 2008, mas por N motivos os meus outros blogs foram desativados.

Este cantinho será para falar de mãos. Sim, mãos. Gosto de tudo o que posso colocar a mão, experimentar e fazer.

Eu nunca gostei de depender de ninguém para fazer nada em minha vida. Cresci numa casa sem homens, portanto eu, minha tia, mãe e avó sempre fizemos de um tudo, desde trocar resistência de chuveiros, ferros, butijão de gás, até furar parede. Pintar parede então é uma delícia. Adoro terminar de fazer algo em casa e mesmo que não fique com cara de profissional, dá uma sensação muito boa.

Tudo o que eu posso colocar a minha mãozinha e fazer eu faço. Reciclo coisas, reaproveito em casa etc.

Me mudei para Recife há pouco mais de um ano. E não sei se é cultura, mas de repende as pessoas me olham como se eu fosse um extra-terrestre quando pego uma chave de fenda nas mãos. Ainda tem aquela coisa do papel do homem e da mulher muito bem separados. Mulher não serve para fazer essas coisas e tal. Bobagem... vou continuar fazendo.

Com os artesanatos é mais ou menos a mesma coisa, eu gosto de arriscar, aprender, experimentar. De uns tempos pra cá venho pensado seriamente na ideia de um curso de encadernação e cartonagem. Desde que me deparei com as coisas lindas que a Alê Coelho da Paparico Pop faz. Eu simplesmente amo papel. Adora comprar um caderno novo, agenda. Folhas sulfites A4 não faltam na minha casa. Eu quero aprender... ao mesmo tempo que quero aprender a costurar e fazer tantas outras coisas (assunto para próximo post).

Ainda não me ambientei com Recife lá no Vuco Vuco (nome que os recifences inventaram para a 25 de março daqui....hehehe). Preciso aprender onde ficam os armarinhos e lojas de insumos para artesanato. Lá na minha terra (Ribeirão Preto - SP) eu conhecia TODAS as lojas de armarinhos, sabia onde ficavam os cursos e tal. Aqui estou meio que perdida. Tenho que trazer meus materiais de bordados e tecidos que ficaram em SP.

Ai ai... tenho tanto o que fazer ainda antes de começar as minhas artes... ansiedade mil !!!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Entre linhas, agulhas e tramas de tecidos.

É assim que faço terapia desde os 8 anos de idade. Nada de doutores com seus caderninhos de anotações e um divã confortável para a paciente aqui desabafar. A minha terapia são as minhas artes.

Meu primeiro contato com as linhas se deu aos 8 anos quando uma tia avó crochetava com uma linha marrom uma pequena toalha. Suas mãos era tão ágeis que mal se podia ver o movimento que a linha fazia. Eu fiquei encantada com aquilo. Me lembro que parei e fiquei olhando com atenção, até que tia Anita me perguntou se eu gostaria de aprender. Mais do que depressa sentei-me ao lado dela e com minhas pequenas mãos fiz os primeiros pontos de uma correntinha. Era o início de uma paixão. Eu não sabia o bendito do começo do crochê. Já fazia a correntinha, pontos altos e baixos, mas o bendito do começo eu não conseguia. Daí eu corria para a casa da vizinha para que ela fizesse o primeiro ponto, para eu então dar sequencia no que pretendia.

Um ano depois nos mudamos de casa e no bairro novo havia aulas de pintura em tecido. Claro que o fogo de palha não apagou enquanto não fui para o meio das adultas me aventurar. Minha tia comprou todos os materiais e todas as semanas eu ia para minhas aulas. Era uma delícia, mas como toda criança logo larguei de mão e fui me ocupar com outras coisas que não fossem carbonos e panos de prato.

Mais dois anos se passaram. Aos 11 em uma viagem para Taquaritinga, no interior de São Paulo na casa de uma tia, me deparo com uma caixa grande e transparente. Ela tinha abertura de ambos os lados e podíamos ver pelas tampas aquele arco-íris de linhas. Eram tantas cores diferentes que me chamou a atenção. Após o almoço, minha tia Neuza com sua paciência oriental pegou uma toalha de banho que estava com o desenho pela metade. Parecia uma pintura a mão. Pacientemente ela fazia cada ponto e dos dois lados era possível ver o mesmo desenho. Era o chamado avesso perfeito. Mais uma vez a minha curiosidade falou mais alto. Então, ela que logo notou meu interesse, pegou um pedaço de etamine, colocou uma linha vermelha na agulha e me ensinou os primeiros pontos do ponto de cruz. Bordei uma maçã. Fiquei tão feliz com o resultado daquela simples maçã que na semana seguinte convenci minha tia a correr para o armarinho mais próximo e comprar os materiais para eu começar a bordar.

Minha avó tinha uma Singer preta que ganhou de presente em seu casamento, 70 anos atrás. Veio então uma moda de fazer bolsas com pernas de calças Jeans e com ela meu primeiro contato com uma máquina de costura. Me aventurei, errei muito, costurei tudo torto, mas consegui.

Outros anos mais tarde, já no ensino médio, surgiu a oportunidade de fazer serviço voluntário com crianças carentes e poderíamos ensinar qualquer coisa que soubéssemos. Escolhi o ponto de cruz, e durante este trabalho aprendi o vagonite. Mais uma paixão. O vagonite é simplesmente uma delícia de fazer. Aprendi também o Macramê, mas algo me dizia que já havia visto aquilo em algum lugar e me lembrei de quando era criança e via minha avó "amarrando" panos de prato. Era assim que ela chamava o nosso macramê de hoje.

Enfim... já fiz também caixas de papel paraná para presentes, paguei muitas contas montando cartões de natal bordados em ponto de cruz. Agora quero mais uma vez me aventurar a usar uma máquina de costura. Aquela velha Singer, continua lá no cantinho dela. Foi a herança que minha avó me deixou. Está esperando apenas que eu mude para minha casa definitiva para poder levá-la comigo.

Bem... essa é a minha história. Eis aqui uma aprendiz de costureira. E você quer aprender junto comigo ou me ensinar o que você sabe? Vamos simbora...